"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Meu Diário
20/08/2020 23h24
RACISMO SEM QUERER

Racismo sem querer?


Publicado por Landro Oviedo em 20/08/2020 às 23h24
 
19/08/2020 22h46
LISTA CRESCENTE DAS TOLICES E FALCATRUAS DO GOVERNO BOLSONARO II

463 – PENA DE CENSURA. O governo de Jair Bolsonaro, por meio de uma denúncia encaminhada pelo súdito Bibo Nunes, deputado federal do PSL pelo RS, puniu o professor Pedro Hallal, ex-reitor da Upfel, e um outro docente, por criticarem a condução, ou a falta dela, da pandemia pelo governo federal. Eles assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pela Controladoria-Geral da União (CJU), aconselhados pelos advogados, coisa da qual discordo, pois não há nenhuma inverdade nas críticas e o TAC é meramente administrativo, podendo o caso ser discutido no Poder Judiciário, que, provavelmente, não acolheria tamanha arbitrariedade, tamanha censura e tamanho despautério. Isso só mostra que a educação brasileira está nas mãos de verdadeiros ogros que querem despir as universidade de qualquer vestígio de senso crítico. Não é exagero dizer que quem está cometendo delitos é exatamente Bolsonaro. E graves, pois atenta contra a vida, os direitos humanos e contra a nossa periclitante democracia.

462 – FRESCURA. O descaso de Jair Bolsonaro com a pandemia é disfarçado por um discurso indisfarçável e tautológico. Ele diz que não se pode realizar o distanciamento social porque isso seria covardia contra o vírus e que tal prática é inócua, além de tachá-la de "frescura". Ora, uma vez que ainda não há vacinas em montante suficiente para a imunização em massa, o único jeito é tentar evitar o contágio. Se a lógica ilógica de Bolsonaro fosse aplicada, haveria ainda mais mortes, uma vez que a contenção social consegue minimizá-las, nunca evitá-las. Pois bem, se com um distanciamento social menor já há milhares e milhares de óbitos e milhões de infectados, imagina sem ele? Se Bolsonaro tivesse levado a melhor nessa queda de braço, possivelmente já teríamos o dobro ou mais de vidas perdidas. Difícil entender o desarranjo mental do presidente. Mas eu tenho uma hipótese: como ele só pensa na reeleição e tem cerca de 30% dos votos, ele raciocina que a cada cem que morrem, são 70 a menos que vão votar contra ele. Ganharia mais do que perde. Só pode ser isso.

461 – PESCA PREDATÓRIA. Jair Bolsonaro exultou com a liberação da pesca de arrasto, predatória e antiambiental porque captura espécies que ainda não cumpriram seu ciclo de desenvolvimento, morrendo antes e alterando o ecossistema marinho. A liminar foi dada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF, indicado por ele. Proibida por lei no RS, os grandes industriais foram buscar respaldo para sua saga destrutiva no Supremo. E encontraram. Bolsonaro comemorou. Claro, quem é contra a preservação da natureza quer que o meio ambiente se degrade em nome do lucro. Deve ter comemorado junto com o sacripanta ministro Ricardo Salles, outro inimigo da fauna e da flora.

460 – CALOTE NO IR. Na campanha eleitoral, Jair Bolsonaro prometeu que iria reajustar a tabela do IR. No poder, esqueceu a promessa. Sua desídia vai fazer com que mais 10,5 milhões de brasileiros paguem o tributo em plena pandemia, começando pelos que ganham cerca de dois salários mínimos ou até menos. Como pobre de direita é um eufemismo para tolo colaborativo, os bolsonaristas já têm razões de sobra para ajudar Bolsonaro a desfrutar do seu cartão corporativo.

459 – FIM DE PAPO. Jair Bolsonaro é um poltrão despreparado e isso fica evidente quando ele encerra as entrevistas por conta de alguma pergunta que não é do seu agrado. Na mais recente, em Manaus, ele mostrou-se irritado quando questionado acerca do caso envolvendo seu filho Flávio Bolsonaro, expoente das rachadinhas. É por isso que os bolsonaristas criticam a imprensa, por que ela pergunta o que a sociedade crítica quer saber. O sonho de Bolsonaro é ter uma imprensa chapa-branca, talvez ser entrevistado por gente como o jornalista Osvaldo Eustáquio ou o blogueiro Allan dos Santos, seus apaniguados. Para ele, imprensa boa é imprensa morta. Ou morta-viva, como é o caso do SBT e da TV Record.

458 – SIGILO. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu uma forcinha para Flávio Bolsonaro no episódio das rachadinhas. O voto que abriu as porteiras da impunidade para derrubar a ordem judicial que permitiu a investigação das movimentações financeiras do senador foi dada pelo ministro João Otávio de Noronha, aquele que sonha em ser ministro do STF. Interessante é que Flávio Bolsonaro se esconde atrás de firulas judiciais para não permitir a investigação. Quem usa recursos públicos não pode invocar privacidade. Simples assim. Mas vai dizer isso ao clã Bolsonaro, que nunca trabalhou na vida e sempre esteve a postos para malversar verbas do erário. De um lado, o Lula Livre; de outro, a tentativa de Jair Bolsonaro de escapar da punição dos seus delitos. Pobre Brasil com tantos sanguessugas.

457 – LUNÁTICO. O general Joaquim Silva e Luna, novo presidente da Petrobras nomeado por Jair Bolsonaro, foi apelidado de lunático em uma aula inaugural proferida no Instituto de Estudos Estratégicos (Inest) da Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014 porque apresentou um conceito de guerra cultural (a culpa é sempre dos comunistas) e afirmou ainda que todos precisam estar alertas e não se distrair nunca. Para mostrar que somos suscetíveis à distração, mostrou a foto de uma moça de costas, esbelta e curvilínea, principalmente na região glútea. Sim, ele fez isso. Mas parece que ser desmiolado, quixotesco, cruel ou até machista é um pré-requisito para integrar a equipe bolsonarista. Faz sentido.

456 – SILVEIRICÍDIO. O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi mantido preso pelos seus pares por 364 votos contra 130 dos seus defensores. O espetáculo de baixarias promovido por ele foi ignóbil e próprio de quem tem demência mental latente, levando-o a um "silveiricídio". Após seus rompantes, como todo bom covarde, quis se mostrar arrependido, mas não conseguiu seu intento de sair na boa depois de tripudiar sobre a frágil democracia brasileira pregando ações violentas e anticonstitucionais. Nem o Centrão quis salvá-lo. Além do resultado desfavorável, deve ter-lhe doído a indiferença de Jair Bolsonaro, que também ignorou seus partidários mais fervorosos, como Sara Winter e o jornalista Oswaldo Eustáquio. Os três têm tudo para formar um coro e entoar com ar de mágoa: "Agora estou sozinho/Precisando de você/E você não está por perto para poder me ajudar/A estrada dessa vida está difícil sem você/E você não está por perto para poder me ajudar". (Desejo de Amar - João Paulo & Daniel)

455 – SEGUIDOR. Jair Bolsonaro incomodou-se com a ilação de um seguidor de que o tal do veleiro com cocaína só não foi liberado porque não houve o pagamento de propina. Considerando isso uma ofensa à Polícia Federal e à Marinha do Brasil, repassou o assunto para que o órgão policial faça uma oitiva do internauta. Ora, isso é um padrão do bolsonarismo, acusar sem provas e criar boatos, factoides e notícias falsas. Um exemplo é a associação da vereadora assassinada Mariele Franco com o tráfico. Agora, quando o bom aprendiz faz o que o clã bolsonarista sempre fez, Bolsonaro diz que não brinca mais. O Capitão Cloroquina ficou ofendido. Faz o que eu faço, mas não conte comigo. É mais ou menos isso.

454 – DEMISSÃO. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) está solicitando a demissão do ministro da Saúde, general (general) Eduardo Pazuello. Já o procurador-geral da República, o apaniguado do Palácio do Planalto, Augusto Aras, abriu alguns procedimentos de investigação da atuação do ministro. Ora, isso é cortina de fumaça. Se a CNM ou Aras querem realmente bater de frente com o caos na saúde, têm que enfrentar Jair Bolsonaro, o maior responsável pela situação atual e, claro, o chefe-mor de Pazuello. Ignorar isso é jogar a favor do Capitão Cloroquina.

453 – FORÇAS ANIMADAS. Uma checagem preliminar por parte de órgãos de imprensa já identificou que as Forças Armadas adquiriram picanha a R$ 84,14 o quilo e cervejas especiais, de puro malte, a R$ 9,80 cada, com 700 mil quilos de carne e 80 mil unidades de bebida. Isso são apenas alguns itens discutíveis dessa compra do governo de Jair Bolsonaro. Pelo jeito, resolveram enfrentar o descrédito sem pudor. Afinal, parafraseando Fernando Pessoa, "tudo vale a pena se a picanha não é pequena". 

452 – APELIDO. Em uma de suas lives que somam o nada a coisa nenhuma, Jair Bolsonaro reclamou do apelido de Capitão Cloroquina. Queria ser chamado de quê? De amigo das vacinas? Esse Bolsonaro, digo, Capitão Cloroquina!

451 – CORRUPTO PROMOVIDO. Depois de exonerar José Vicente Santini, o número 2 da Casa Civil, em janeiro de 2020, por uso irregular de um avião da FAB em viagem para o exterior, Jair Bolsonaro arrumou-lhe, em setembro de 2020, um cargo de assessor no Ministério do Meio Ambiente. Agora, acaba de nomeá-lo para secretário-executivo da Secretaria Geral da República, com um salário de cerca de R$ 17 mil. Essa é de causar inveja nos pobres de direita. E agora a moral da história: a corrupção compensa muito num governo corrupto.

450 – AUMENTO. A Petrobras anunciou o aumento dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha. Vem mais miséria por aí. Jair Bolsonaro diz que, diante do reajuste em face da cotação internacional do petróleo, não pode fazer nada. Enquanto isso, a cotação do salário, oh!

449 – HOMICÍDIO OFICIAL. O governo de Jair Bolsonaro quer aprovar no Congresso uma licença para que policiais possam atuar nas periferias das grandes cidades sem serem punidos por excessos e assassinatos. Os Estados Unidos, que são uma potência, já são um país em que horrores são praticados contra a população, que dirá uma polícia de um país em que a miséria gerada pelos governantes e pelas elites econômicas é combatida com repressão e violência? A Polícia deveria ser para quem deve, como os corruptos, nunca contra os mais carentes. Mas esse governo é uma organização criminosa em autodefesa. Faz sentido querer implantar uma pena de morte sumária para fazer uma eugenia patrimonial eliminando os pobres sem poder de consumo.

448 – CENTRÃO X OXIGÊNIO. "Nesse feirão a céu aberto, só em janeiro, o Governo Federal liberou uma quantia recorde em emendas, R$ 504 milhões, enquanto pacientes morriam por falta de oxigênio em Manaus. A negociata e compra de votos incluem ministérios como o da Educação, o Ministério da Cidadania que cuida do Bolsa Família e o próprio Ministério da Saúde." (Jornal Opinião Socialista) Mais claro impossível!

447 – CONGRESSO. Jair Bolsonaro acaba de comprar o Centrão com recursos públicos. Cedeu à velha política em prol de salvar sua família organizada. De quebra, descartou Rodrigo Maia (Dem-RS), vulgo Botafogo, que sentou em cima dos mais de 60 pedidos de impeachment. Ruim com Bolsonaro, pior com Bolsonaro e o Centrão.

446 – MINISTÉRIOS. Se havia alguma dúvida de que a força de trabalho é superior ao capital, a pandemia tratou de colocar tudo em seu devido lugar. Os ditos empresários não conseguiram tocar sozinho seus negócios. Todavia, os trabalhadores continuam a serem espezinhados no governo de Jair Bolsonaro. Ele acaba de cogitar a ideia de recriar três ministérios, mas, dentro de sua submissão às elites empresariais, nem falou no MInistério do Trabalho. Descartou logo a ideia, mas evidenciou que é inimigo de quem trabalha e produz de fato a riqueza do país.

445 – AGRESSÃO. Quando faltam argumentos e sobram suspeitas, a agressão gratuita parece ser a única forma de defesa. Foi assim com Jair Bolsonaro diante dos questionamentos das compras do Palácio do Planalto e dos ministérios por parte da imprensa. Colocar "leite condensado no rabo dos jornalistas" é próprio de quem está atônito e com muito para esconder da sociedade. O submundo dos milicianos não sobrevive ao descortinamento próprio do princípio constitucional da publicidade.

444 – PIOR DO MUNDO. Um estudo realizado pelo Instituto Lowy, de Sidney, na Austrália, mostrou que o governo de Jair Bolsonaro foi o que pior lidou com a pandemia num universo de 98 países. O levantamento levou em conta seis variáveis: mortes confirmadas, casos confirmados, casos por cada milhão de habitantes, mortes por milhão de habitantes, casos em proporção à testagem, testes por cada mil habitantes. Essa aferição documental, infelizmente, está de acordo com a sensação dos brasileiros de que esse governo não fracassou no enfrentamento da Covid-19. Simplesmente ele se omitiu de realizar esse confronto. O resultado não poderia ser pior. Neste final de janeiro, já são mais de 220 mil mortes pelo coronavírus. A família organizada não está "nem aí" para as famílias enlutadas.

443 – LEITE VIRALIZADO. Durante a eleição e nos dois primeiros anos, Jair Bolsonaro sempre teve uma tropa de choque para impor sua narrativa nas redes sociais. Era só se fazer uma crítica e lá vinham os amigos, os amigos dos amigos, os robôs, os robôs dos robos para desconstituir e enxovalhar, não raras vezes, a opinião de quem ousava criticar o atual governo. Os argumentos vários tinham uma falácia como eixo mais comum: isso era coisa de petista, de quem defendia Lula. Agora, pelo jeito, as coisas mudaram. Já não estão mais tão ativos na Internet e parece que andam até meio cabisbaixos, pois seu presidente está notadamente emparedado e desmascarado (literalmente). O fato icônico dessa reviravolta é o leite condensado. Até as tentativas tíbias de se contrapor aos fatos não vingaram. Não são poucos os que estão a esbravejar sobre o leite espalhado.

442 – COMPRAS. Chamaram a atenção do país as compras de alimentos do governo de Jair Bolsonaro. Foi gasto mais de R$ 1,8 bilhão em 2020 (20% a mais que no ano ano anterior). Isso corresponde a cerca de seis vezes o maior prêmio da Mega-Sena na história do país. A lista é bastante eclética e inclui frutas desidratadas, arroz, feijão, carne, batata frita e salada, biscoitos, sorvete, massa de pastel, geleia de mocotó, picolé, pão de queijo, pizza, vinho, bombom, chantilly, sagu e até chiclete, este custando R$ 2,2 bilhões. Todavia, o destaque ficou por conta do aporte em leite condensado, que chegou a R$ 15 milhões. Este montante de leite condensado parece indicar que o presidente tem multíplos usos para este produto. Será que tem Viagra naquelas compras mantidas sob sigilo e que eles dizem ser parte da segurança nacional?

P.S.: Em nenhum momento aqui se afirmou aqui que as compras foram feitas no cartão corporativo, até porque o valor está na escala dos bilhões. Todavia, é preciso apurar a real necessidade desses itens, o custo benefício e os indícios de superfaturamento.

441 – ENEM. O governo de Jair Bolsonaro é coerente no tocante à educação. Já que, assim como a ciência, não é importante para eles, toca de qualquer jeito. Foi assim com o Enem, que deixou uma grande leva de estudantes de fora das salas de aula no exame, além de não dar as informações devidas aos que foram barrados, como a forma de comprovar que estiveram no local, se poderiam fazer a segunda prova sem ter feito a primeira ou as duas teriam que ser reaplicadas. O descaso com o ensino é marca registrada do bolsonarismo tacanho e negacionista.

440 – PÉROLAS DO MESSIAS. “Vamos todos morrer um dia" - "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre" – “Cobre do seu governador" – “Não precisa entrar em pânico” – “Vacina obrigatória só aqui no (cachorro) Faísca” – "Da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população pela sua origem. Esse é o pensamento nosso” – "Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha” – "País de maricas" – "Tudo agora é pandemia, tem que acabar esse negócio, pô" – "Eu não sou coveiro, tá certo?" 

(Afirmações recolhidas por um leitor do Uol)

439 – ARREPENDIMENTO. A incompetência de Jair Bolsonaro, bem como seu desgaste popular, já está começando a incomodar seus aliados da direita reacionária como ele. O próprio Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua, movimentos presentes nas redes sociais, já estão defendendo a saída do seu antigo candidato nas eleições presidenciais. "Estelionato eleitoral, entregou o governo pro centrão, fez aliança com Toffoli, Aras, Kassio, abandonou pautas econômicas, abandonou o combate à corrupção e sabota o combate à pandemia." Esse texto não é de nenhum "esquerdista", como gostam de chamar os bolsonaristas aqueles que se opõem a este governo da família organizada. É um trecho de manifesto do próprio MBL. A fatura está chegando. O impeachment começa a rondar o Palácio do Planalto e os hospedeiros estão abandonando o navio. As carreatas de direita mostram que Bolsonaro cada vez mais é um presidente acuado. O cabo e o soldado que poderiam fechar o STF, por exemplo, pediram aposentadoria. 

438 – ANVISA. Desde o início da pandemia, Jair Bolsonaro vem recomendando o tratamento precoce com cloroquina e outros medicamentos de eficácia não comprovada. Agora, até a Anvisa, órgão de controle de medicamentos, com diretores nomeados pelo próprio Bolsonaro, atestou a ineficiência desses remédios indicados por Bolsonaro e por seu ministro da Saúde. Está devidamente assentado que seu negacionismo e combate à vacinação são corresponsáveis por um cenário de milhares e milhares de mortes de norte a sul do país.

437 – GPS DA IGNORÂNCIA. Às vezes não se sabe se é para rir ou lamentar o amadorismo das hordas bolsonaristas. O apoiador Luiz Antonio Iurkiewiecz, armado de uma espingarda calibre 12, duas espadas, além de um arco e sete flechas de madeira, lançou um carro em novembro contra o prédio do Ministério da Justiça pensando ser o Supremo Tribunal Federal (STF). Queria atingir a Corte, mas atropelou um ministério do próprio governo de Jair Bolsonaro. Felizmente, sua imperícia ao volante não causou maiores danos. Mas é muito hilário o sujeito não saber a diferença entre um órgão e outro. Se bem que o nome de Ministério da Justiça sugere ser do Judiciário, não é mesmo? É isso que dá não gostar de estudar. Esse fogo amigo é revelador da capacidade cognitiva do "exército" da salvação de Bolsonaro. O senhor Luiz Antonio Iurkiewiecz é apenas mais um idiota a ser esquecido. Mas não sem antes responder por seus atos fascistas e tresloucados.

436 – CONDENAÇÃO EXEMPLAR. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, aquele que queria de presente do pai uma embaixada nos EUA, foi condenado por ofender, caluniar e difamar a jornalista Patrícia Campos Mello, repórter da Folha de São Paulo. Ele a acusou de se insinuar sexualmente para um terceiro a fim de obter subsídios para uma reportagem. Pela acusação falsa, terá que pagar uma reparação de R$ 30 mil e arcar com os custos processuais. É por isso que a família organizada detesta o Estado de Direito e a imprensa, pois servem para conter suas insanidades. Eis uma boa notícia que merece ser compartilhada.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/01/justica-condena-eduardo-bolsonaro-a-indenizar-reporter-da-folha-por-danos-morais.shtml

435 – SEM CREDIBILIDADE. O Brasil preferiu apoiar Donald Trump na Organização Mundial do Comércio (OMC) e votou contra a proposta da Índia de suspender patentes e outros instrumentos de propriedade intelectual vinculados ao combate à pandemia do coronavírus. Já havia comprado brigas gratuitas contra a China. O resultado está na dificuldade de se obterem vacinas e insumos para fabricar doses no país. O ministro Ernesto Araújo chegou a escrever que Donald Trump salvaria o mundo. Trump já foi para casa, descartado pelos eleitores. A Covid-19 continua aí e o espólio de Trump não vai servir para nada. Milhares de vidas estão sendo perdidas pelas refregas inúteis que o governo de Jair Bolsonaro travou com nações que poderiam contribuir de forma decisiva para desenvolver remédios eficazes contra a doença.

434 – LOGÍSTICA TORTA. O governo federal foi obrigado a reconhecer que foi informado oficialmente da situação de Manaus oito dias antes de faltar oxigênio naquela capital. Antes, havia afirmado que não houve tal comunicado em tempo hábil. Dentro da péssima logística, ainda faltaram aeronaves para transportar os itens de socorro. A incompetência federal é do tamanho da inépcia de Jair Bolsonaro para lidar com a pandemia.

433 – IMPUNIDADE. Na reunião de 22.4.20, Jair Bolsonaro defendeu a troca do comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro para impedir que seus familiares fossem investigados. Todo o seu governo se resume a tentar travar as investigações dos delitos de sua família organizada. Conseguiu mais uma proeza agora. O procurador-geral da República, Augusto Aras, declarou que seus delitos na presidência da República só poderiam ser investigados pelo Legislativo, o mesmo comandado pelo Centrão. O PGR está pagando a nomeação para o cargo com uma fidelidade vergonhosa. Na verdade, todas as infrações penais e crimes de responsabilidade devem ser apurados pelo Ministério Público Federal (MPF), o guardião da lei. Bolsonaro quer a impunidade a qualquer preço, ainda que a custo de princípios constitucionais, como o da legalidade, da impessoalidade e da moralidade. 

432 – LACRADO. Se havia alguma pá de cal simbólica a ser jogada no governo de Jair Bolsonaro, ela foi feita pelo controvertido Nicolás Maduro ao enviar para o Brasil uma carga de oxigênio. Bolsonaro ficou tão atônito que se perdeu nas imprecações (o que não é incomum), cobrando medidas internas do governo venezuelano. O discurso contra a Venezuela foi esvaziado pela ação benemérita, além do escancaramento da incompetência geral do governo bolsonarista. O arrazoado ideológico, em função dos fatos desarmando o negacionismo, as barbeiragens diplomáticas, entre outros pontos, vão confundindo a massa de manobra e os clichês vão arrefecendo, pois a horda se desorienta quando se-lhe alteram o roteiro da teoria da conspiração e os inimigos imaginários não agem da forma prevista na doutrinação prévia.

431 – CLOROQUINA DESMASCARADA. O médico francês Didier Raoult, o mais famoso pesquisador da cloroquina, admitiu as falhas do seu estudo do início do ano. Ele alega que teve um êxito de 100% num grupo de 20 pessoas. Ocorre que o grupo de 20 inicialmente não era de 20, mas de 26. Um morreu de Covid-19, três tiveram que ser internados em UTI, outro teve efeitos colaterais e houve um que simplesmente abandonou o hospital. Foi essa pesquisa que embasou a defesa da cloroquina, mantra de Donald Trump e de Jair Bolsonaro. Agora se vê que tudo não passou de um embuste no qual os bolsonaristas embarcaram como verdadeiras vaquinhas de presépio. Tudo poderia não passar da história de conto do vigário se não houvesse os milhares de mortos que enlutam o Brasil de norte a sul. Os negacionistas foram manipulados por gente que fingiu estar a serviço da ciência, mas que estava abrindo a senda da omissão criminosa. Muitas vidas poderiam ter sido salvas se não fosse essa cegueira dos governantes de plantão.

430 – ATAQUE COVARDE. As redes bolsonaristas ensejaram um ataque contra a enfermeira Mônica Calazans, a primeira pessoa a ser imunizada no país, em São Paulo. Alegaram que ela já havia sido vacinada num grupo anterior dos voluntários para os testes de elaboração da vacina. A pseudoinformação foi desmentida pelo Instituto Butantan. Essa gente negacionista não tem qualquer empatia por quem não comunga com suas ideias reacionárias.

429 – REJEITADO. No momento em que o Brasil precisa de insumos para fabricar as vacinas, vem a conta das sandices praticadas pelo governo de Jair Bolsonaro contra países que são importantes para o comércio e o bem-estar sanitário da população brasileira. É o caso da China. É isso que dá ser considerado um aloprado no cenário internacional. O montante de doses que temos, mal comparando, seria como um conta-gotas para uma caixa de água. Os bolsonaristas desenvolveram uma imunidade aos fatos e acreditam nas asneiras da família organizada e de seus acólitos e robôs. 

428 – JUSTIFICATIVA TOLA. Alguns dos meus amigos e leitores por vezes questionam se eu não exagero nas críticas a Jair Bolsonaro nestes tópicos. Mas ele e seu governo deixam Odorico Paraguassu no rol dos estagiários. Diante da fracassada negociação com a China, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, atribuiu o mau resultado ao fuso horário. Eu já vi muitas desculpas esfarrapadas em minha vida, mas essa é hors concours. Eu não me admiraria se o governo bolsonarista vetasse o envio da delegação olímpica para Tóquio por razões óbvias.

427 – FORÇAS MANDADAS. Em mais uma de suas patacoadas, Jair Bolsonaro afirmou que a democracia só existe quando as Forças Armadas permitem. Os idiotas podem até fazer história, mas não a conhecem. Em 1964, o oficialato golpista das três forças rasgaram a Constituição em vigor sob o comando da CIA e dos Estados Unidos. Os próprios militares sabem que não podem fazer parte dessas teorias estultas dos bolsonaristas porque elas não param em pé. 

426 – APROVEITADOR. Jair Bolsonaro sempre foi contra a vacinação e, mais especificamente, contra a Coronavac, a vacina do Instituto Butantan. Inclusive, chegou a proibir a compra de 46 milhões de doses, bem como ironizou a morte de um voluntário nas etapas de pesquisa como se fosse um fracaso confirmando sua tese antivacina. Agora, diante do fiasco de sua negociação com a Índia, tentou se apropriar das vacinas que ele chamava de "vacina chinesa". Os cretinos costumam ter memória curta.

425 – NEGLIGÊNCIA AMIGA. Diante da pandemia e do colapso da saúde em Manaus, Augusto Aras, procurador-geral da República nomeado por Jair Bolsonaro como seu apaniguado, resolveu investigar o governo do Amazonas, mas sem incluir o presidente negacionista, que sempre foi contra as medidas de prevenção do coronavírus. Esse procedimento da PGR já nasce viciado e tendencioso.

424 – VOO DE GALINHA. É isso que dá virar pária internacional. Jair Bolsonaro afirmou que enviaria um avião para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia. O governo indiano não confirmou a operação e o governo brasileiro foi pego na mentira. A falta de credibilidade tornou-se uma agravante nas negociações internacionais, notadamente nas questões que envolvem o combate à pandemia. O voo nem saiu. O amadorismo e a negligência estão sendo duramente pagos com vidas inocentes.

423 – DESCULPA DOLOSA. Jair Bolsonaro afirmou que foi impedido pelo STF de agir contra a pandemia. Isso só cola para seus seguidores úteis. É público e notório que Bolsonaro e seu governo são contra as medidas de prevenção, como o distanciamento social. Ele sempre defendeu a liberação ampla e irrestrita do comércio. O STF deliberou no sentido de que os estados e os municípios poderiam implementar medidas mais restritivas em face da pandemia. Tivesse vingado o posicionamento bolsonarista, sem nenhuma contenção diante de um vírus sem vacina, a mortandade seria ainda maior nos dias que correm. Essa gente falta com a verdade sem nenhum pudor.

422 – COIRRESPONSÁVEIS GENOCIDAS. O colapso da saúde em Manaus, com recorde de mortes e até enterros com retroescavadeiras, tem na falta de oxígênio uma das causas.  Pior é que, na falta deste item que deixou de fornecer, o Ministério da Saúde quer empurrar cloroquina, sem eficácia comprovada. Mas o aumento dos casos de coronavírus é uma consequência também das investidas dos bolsonaristas, que, em conluio com os setores empresariais daquela capital, pressionaram o poder público para liberar o comércio. O resultado já pode ser visto no número de óbitos. Parlamentares aliados de Jair Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Carla Zambelli, publicaram mensagens comemorando como vitória a abertura total das atividades econômicas. O gaúcho Osmar Terra, médico, publicou nota falsificando os números para aparentar menor letalidade. Essa gente negacionista e insensível tenta adulterar a realidade para impor seus propósitos cruéis e dissimulados.

421 – RACIOCÍNIO FALHO. Alguns bolsonaristas vêm às minhas publicações afirmar que Jair Bolsonaro não tem condenação alguma. Mas as investigações são pesadas e ele usa todo o peso do seu cargo para barrar as apurações, que envolvem lavagem de dinheiro, peculato, falsidade ideológica, sonegação fiscal, notas fiscais falsas, entre outros delitos. São muitos os órgãos colocados a serviço da família organizada, como Abin, Polícia Federal, AGU, CGU, PGR e aqueles contatinhos no STJ e no STF. Além disso, há o foro privilegiado e a imunidade presidencial, da qual Bolsonaro não abre mão. Bolsonaro não tem programa de governo para o país, mas tem um perfeito organograma para garantir sua impunidade, atual ou futura. Se vai colar para ele, como também pretende o seu mentor Donald Trump nos EUA, só o tempo aclarará.

420 – PELA CULATRA. "Eu vou visitar meu pai, vou visitar minha mãe. Não vou matá-los. Acho um desrespeito o senhor falar isso. Não mexa com minha família. Vou defender os meus pais e o meu país." Com estas palavras, o bolsonarista Stanley Gusman, apresentador da TV Alterosa, afiliada do SBT em Belo Horizonte, desafiou as medidas de distanciamento social, determinadas pelo prefeito Alexandre Kalil. Cinco dias após essa manifestação, foi acometido de Covid-19 e morreu no domingo do dia 10.1.21. Ele era conhecido por desdenhar da doença, defender a cloroquina como remédio eficiente e andar sem máscara. Faleceu ocupando um leito da rede pública. Para coroar esse festival de insanidades, Geraldo Teixeira da Costa, diretor-geral da TV Alterosa afirmou que "seus ideais jamais serão esquecidos". Esse tipo de negacionismo póstumo não faz falta. Mais um bolsonarista que não teve tempo para chorar por último. A teoria da conspiração continua a se suprir do vírus da ignorância. Minhas condolências à família e minha indiferença a este senhor que não deixará saudades.

419 – SABOTAGEM. A ONG Human Rights Watch elaborou um relatório em que mostra aquilo que qualquer pessoa de bom senso já sabe: Jair Bolsonaro tentou sabotar o combate ao coronavírus. Isso se deu de várias formas, como atacando os meios de prevenção, chamando de gripezinha, incentivando as pessoas a se arriscarem e dificultando o acesso às vacinas, como quando força a Anvisa, agência reguladora, a estabelecer exigências não razoáveis para a aprovação desses antídotos no país. As mais de 200 mil mortes neste janeiro de 2021 são a marca da indiferença de um governo genocida. Em tempo, antes que algum bolsonarista venha dar pitaco: direitos humanos são os direitos das pessoas expressos na Constituição e em convenções e tratados de que o país faz parte. Nada mais que isso. É bom explicar com detalhes para essa gente de parco entendimento.

418 – AUTOPERDÃO. Como diz o personagem colunista Carlinhos Avelar, do Porta dos Fundos, "parem todas as galáxias". Sabendo que praticou o crime de incitação criminosa, Donald Trump estuda conceder um perdão a si mesmo e aos filhos por delitos praticados durante seu governo nos EUA. Qualquer semelhança com o empenho de Jair Bolsonaro para impedir as investigações sobre sua família organizada, como nomear juízes amigos e o procurador-geral da República, não é mera coincidência. É o poder público achacado como forma de atender a interesses privados e criminosos.

417 – SOLIDARIEDADE GOLPISTA. Enquanto vários países e governos criticam a tentativa de golpe do mau perdedor Donald Trump nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro silencia diante dessa criminosa incitação ao crime praticado pelo seu amigo e aliado. Pior: tenta ainda justificar as ações das hordas pró-Trump. Claro que ele já está andando de joelhos colados porque sabe que pode perder a imunidade presidencial nas próximas eleições e acabar tendo o xadrez como destino, junto com outros membros da sua facção e da família organizada. Bolsonaro sempre olhou para Trump com admiração. Agora pode vê-lo também pela lente da premonição.

416 – TRUQUE MACABRO. A deputada federal bolsonarista Bia Kicis (PSL) inventou uma forma de burlar o uso de máscaras contra a Covid-19. Ela diz que carrega uma garrafa de água e, quando interpelada por algum agente público, afirma que já vai em seguida colocar a proteção. Mente de forma descarada. Mais uma integrante da súcia de Jair Bolsonaro que mostra uma indiferença cruel com a vida alheia. E  isso que já estamos com cerca de 200 mil vidas perdidas (O bolsonarista Osmar Terra, deputado federal pelo RS, estimava em não mais que 2 mil óbitos, 1% do total deste início de 2021). É muita sordidez cotidiana para manter uma série trash de quinta categoria estrelada pela família organizada e seus seguidores adestrados. 

415 – VACINAÇÃO INFANTIL. O Ministério da Saúde vai gastar recursos públicos para identificar por que os percentuais de imunização vacinal infantil estão abaixo do esperado. Ora, num país em que o presidente é inimigo da ciência, inventa remédios sem eficácia, diz que a pandemia do coronavírus, a maior em todos os tempos, é apenas uma gripezinha, certamente que muitas famílias deixam de receber a informação correta sobre a forma correta de combater as doenças, principalmente as letais. E se esse presidente é ainda um aliado de religiões obscurantistas, tudo piora. A omissão criminosa está na base dessas condutas reprováveis. Perder tempo e dinheiro por quê? Decerto alguém vai ganhar para descobrir o que já se sabe de antemão.

414 – PAÍS QUEBRADO. Jair Bolsonaro queixou-se a um interlocutor que o Brasil está quebrado e que ele não consegue fazer nada. Uma das coisas que ele quer fazer é aumentar o IR num país em que até quem ganha cerca de dois salários mínimos já é tributado em sua renda, tanto de forma direta como no seu precário consumo. E culpa a imprensa por sua inépcia. Com mais de 14 milhões de desempregados, cerca de 40 milhões sem ocupação ou com ocupação precária, querer aumentar a taxação da renda é conduta de leso-povo. Na verdade, se o Brasil vai mal, a família organizada vai muito bem. A botânica já explica isso com a categoria dos hospedeiros.

413 – INSINUAÇÃO CRIMINOSA. O Palácio do Planalto formou um verdadeiro QG para defender Jair Bolsonaro e sua família organizada. Usa a Abin, a Receita Federal, a Polícia Federal, os ministérios, a Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da República (PGR), os ministérios, ministros do STF (Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski), entre outros meios. Diz que não há corrupção, mas faz tudo para impedir as investigações. E quando não consegue esse intento, busca melar ou lançar sob suspeita as apurações. Foi o que fez de novo ao insinuar, numa live, que o MP-RJ não investigaria um filho de um integrante do órgão como investigam os seus se houvesse um crime praticado por ele. Trata-se de uma hipótese de prevaricação que se adequaria muito melhor aos interesses escusos do próprio presidente. Na cabeça de Bolsonaro, não cabe a existência de investigações independentes. Ele entende que a proteção de pai pra filho, no velho estilo mafioso, é a coisa certa a ser feita. Não consegue discernir que as eleições não são um cheque em branco para ser entregue ao seu clã, o qual transformou a política num empreendimento familiar de enriquecimento ilícito de grandes proporções.

412 – CORRUPTO DO ANO. Jair Bolsonaro ganhou mais um motivo para detestar jornalistas, assim como já faz com cientistas, professores e ativistas ambientais, entre outros.  O  Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional de jornalistas, escolheu o presidente brasileiro como "a personalidade corrupta do ano", superando Donald Trump (EUA) e Recep Erdogan (Turquia). Não é para menos. Está usando seu governo como escudo para proteger sua família de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, associação criminosa e sonegação fiscal. Em sua defesa, diz que o país está há dois anos sem corrupção. Com esse argumento, já pode ser considerado forte concorrente ao prêmio de "pessoa psicótica do ano".

411 – APOSENTADORIAS. A reforma da Previdência, apoiada pelo governo de Jair Bolsonaro, já está dando seus frutos do mal. Na troca de 2020 para 2021, já aumentam as exigências para se aposentar, isso nas diversas modalidades, como aposentadoria por idade, por pontuação mínima, de professores ou de servidores públicos. Quanto mais passa o tempo, mais difícil fica para atingir os requisitos, ainda mais num país com mais de 14 milhões de desempregados. Enquanto isso, a família de Bolsonaro, incluindo ele próprio, vai fazendo seu pé-de-meia, à custa dos cofres públicos, com cartão corporativo, rachadinhas, sonegações e operações mal explicadas. Essa é a famosa livre iniciativa com o dinheiro alheio.

410 – SEM PRESSA. Enquanto muitos governos estão indo atrás dos laboratórios para conseguir negociar as vacinas, Jair Bolsonaro diz que são os laboratórios quem devem procurar o Brasil. O que para a esmagadora maioria das nações significa salvar vidas, para este senhor de empatia rasa é apenas uma questão de mercado. Fica claro que ele tenta a todo custo boicotar a imunização. Deve ser porque o país está abarrotado da ineficiente cloroquina.

409 – DECLARAÇÃO ACINTOSA. Em suas reiteradas investidas negacionistas, Jair Bolsonaro tem feito de tudo para desmoralizar os efeitos da vacinação contra a Covid-19. Uma dessas coisas é dizer que ele teve a melhor vacina, o próprio vírus. Essa é uma afirmação que culpa as próprias vítimas, que não tiveram a oportunidade de o organismo delas assemelhar-se ao do presidente. As mais de 190 mil mortes até agora seriam apenas uma infelicidade de quem não soube fazer o coronavírus reagir a seu favor. Jair Bolsonaro e o vírus são amigos até na hora do escárnio.

408 – NA RETAGUARDA. Países com menor escopo econômico que o Brasil, como México, Costa Rica e Chile, já iniciaram a vacinação contra a Covid-19. Enquanto isso, o Brasil está na retaguarda neste Natal de 2020, sem nenhuma vacina aprovada. Não é para menos. Com um presidente como Jair Bolsonaro, que desdenha da ciência e do efeito da imunização, essa situação de paralisia é preocupante. E letal. De cloroquina, ineficiente perante o coronavírus, o país está abarrotado. É como ter laxante de sobra para quem está com desarranjo. A gripezinha bolsonarista segue ceifando vidas.

407 – VEXAME JURÍDICO. Jair Bolsonaro, diante das investigações criminais que avançam sobre ele e sua família, nomeou um juiz camarada para o STF e um procurador-geral omisso para o Ministério Público Federal (MPF). Perante a real perspectiva de se tornar réu no Tribunal Penal Internacional (TPI), coisa de que já falei nestes tópicos, tentou emplacar uma candidata sua àquele órgão. Não deu certo. A desembargadora Mônica Sifuentes não decolou. O Brasil, isolado, virou um pária nos fóruns internacionais e sua diplomacia hoje é motivo de chacota. Jair Bolsonaro também.

406 – CRIVELLA. Jair Bolsonaro fez campanha para Marcelo Crivella, ex-ministro do governo petista de Dilma Rousseff. Era esse senhor, considerado como o chefe de uma organização criminosa, que ele queria ver reeleito. Parece que deu erro de configuração.

405 – EXPLICAÇÃO E CONSPIRAÇÃO. Vamos supor que eu seja acusado de um crime que não cometi. Bah, tranquilo! Vou ter o maior interesse na apuração dos fatos e depois ainda vou processar os acusadores por denunciação caluniosa. Só que a familia Bolsonaro não age assim. Nas acusações que sofre Flávio Bolsonaro de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológia, ele, capitaneado por Jair Bolsonaro, tenta o tempo todo impedir as investigações. Pior, usa órgãos de Estado para atuar em seu interesse privado como no caso da Abin. Negam que tenha havido relatórios de inteligência que a própria advogada de defesa admite existirem.  É tão fácil perceber que há algo errado nisso. Mas os bolsonaristas, assim como os petistas naquela narrativa hilária de golpe (pronto, perdi algumas curtidas agora), sedimentam seus pontos de vista para além da realidade e do bom senso. Quem deve teme.

404 – RACISMO FUNCIONAL. Já não basta o racismo cotidiano, ele agora emana de quem deveria estar no polo de luta contra ele. O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, nomeado por Jair Bolsonaro, remunerado com recursos públicos, está dizendo que os negros não devem se orgulhar de seus cabelos afros, como se isso fosse um problema. Inclusive, diz que muitos não são selecionados para emprego por conta do aspecto visual capilar. É como aceitar como verdade uma estética pessoal imposta pelas elites, aquelas mesmas que, num currículo, pedem "boa aparência". Quem leu "Recordações do escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, lembra a dolorida cena em que o personagem foi a uma padaria procurar emprego. O racismo deste senhor passou de todos os limites. Infelizmente, o Poder Judiciário está se calando diante dos seus desmandos e das falcatruas do antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Quais barreiras morais o senhor Sérgio Camargo ainda vai ultrapassar antes de ser defenestrado deste cargo que ora ocupa e que não se coaduna com sua trajetória de pajem da Casa-Grande?

403 – CALOTE NA ONU. Jair Bolsonaro, com sua cantilena contra os organismos internacionais e a Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive tentando sair da OMC para entrar na OCDE como forma de adular Donald Trump, que nem o recomendou para essa entidade, ficou inadimplente com a ONU e o Brasil ficou ameaçado de nem poder participar ou votar em suas instâncias. Seria um dos maiores fiascos internacionais da história do país. De última hora, o Congresso, vendo o vexame que isso iria significar, votou um crédito suplementar para quitar a dívida. Trump indica o caminho, mas não paga o prejuízo.

402 – INAUGURAÇÃO PICARESCA. Jair Bolsonaro foi a São Paulo para inaugurar uma torre de relógio e uma placa alusiva a ele mesmo na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina. Sem máscara e fazendo a costumeira aglomeração, não deixou de cometer as costumeiras estultices do seu vocabulário reduzido, que, segundo o professor Marco Antonio Villa, não deve chegar a 500 palavras. Falou que não deixaria privatizar a Ceagesp, uma central de abastecimento de frutas e verduras, durante seu governo. Ocorre que ele mesmo já assinou decretou para incluir o órgão no Plano Nacional de Desestatização. Bolsonaro, que gastou recursos públicos para inaugurar um relógio e uma placa, é um boquirroto contumaz que faz da mentira matéria-prima na sua psicopatia institucional.

401 – FUNDEB. O governo de Jair Bolsonaro tentou fazer uma treta no Fundeb, repassando parte dos valores para escolas privadas. É isso que foi defendido pelos aliados do governo na Câmara dos Deputados. Todavia, diante da repercussão negativa e do absurdo dessa proposta, que virou um monstrengo vindo da seara dos deputados federais, o Senado restituiu o texto original e barrou a boiada que estava passando rumo ao curral dos empresários do setor privado de ensino. Dinheiro público deve ser para melhorar o ensino público e cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que anda esquecido.

400 – REJEITADO NA ONU. Depois de ouvirem reiteradas vezes Jair Bolsonaro participar para mentir descaradamente contra os números e contra os fatos, países e lideranças da ONU o excluíram da Cúpula do Clima. Bem que o Itamaraty tentou reverter esse fiasco internacional. Mas o fórum acabou ficando para quem tem o que dizer e fazer sobre a questão das mudanças climáticas. Não é o caso de Bolsonaro, amigo do peito dos grileiros e desmatadores da Amazônia, que já fez até um Uber 0800 para carregar esses criminosos nos aviões da FAB.

399 – ABIN. Na tentativa de defender seu enrolado filho Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro colocou a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para tentar encontrar meios de barrar as investigações. Trata-se de um uso privado de um órgão de Estado. Bolsonaro é coerente quando diz que defende a família brasileira. A dele está acima de todos, inclusive do Brasil.

398 – CAÇULA. O filho mais novo de Jair Bolsonaro, Renan Bolsonaro, já está na boca do túnel das boquinhas. A festa de inauguração de sua empresa de eventos teve a cobertura de uma empresa que presta serviços para o governo federal, já tendo faturado R$ 1,4 milhão. Detalhe: a Astronautas Filmes não cobrou nada para cobrir o evento. O barato sai caro. Fica por conta do contribuinte, claro, que vai financiar essa ação entre amigos, querendo ou não querendo. Será que os filhos de Bolsonaro andaram aprendendo com os filhos do Lula?

397 – EM PORTO ALEGRE. Jair Bolsonaro esteve em Porto Alegre para inaugurar uma obra incompleta, causou aglomeração sem o uso de máscaras e ainda afirmou que a pandemia está "no finalzinho", contrariando as estatísticas em sentido contrário, que mostram que as mortes e as infecções estão se ampliando no país. Nem Odorico Paraguassu seria mais irresponsável e teria tanta cara de caliça.

396 – TUDO PELO CENTRÃO. Jair Bolsonaro demitiu o ministro Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, aquele do laranjal. Só que ele não fez isso por conta das imoralidades cometidas por aquele senhor, mas por uma causa bem menos nobre. Quer entregar o cargo para o Centrão a fim de contabilizar votos para eleger o presidente da Câmara dos Deputados. Nunca a velha política foi tão bem recebida por um governante depois de sofrer um escracho nos discursos, apalpadelas nos bastidores e um desagravo em público. É o Brasil acima de todos, menos do Centrão. 

395 – DEMANDA. A má vontade do governo de Jair Bolsonaro em adquirir vacinas para enfrentar a pandemia, que ele tanto negou desde o início, é evidente. Agora, o ministro Eduardo Pazuello afirma que só vai comprar as doses se houver demanda. Ora, num país de 210 milhões de pessoas, como que não vai haver demanda? Trata-se de uma declaração tipo aquela "não vamos estabelecer meta, mas quando a gente chegar à meta, a gente dobra a meta". Discriminar vacinas eficientes é flertar com a doença e com a irresponsabilidade. 

394 – ULTRAJE. O Brasil vivendo uma pandemia, milhares de pessoas morrendo no país, a economia definhando e Jair Bolsonaro faz uma cerimônia no Palácio do Planalto para expor o traje e o vestido que ele e Michelle Bolsonaro usaram na posse. E ainda fez propaganda para o seu alfaiate. Alta costura, baixa postura. 

393 – PEDIDO IRÔNICO - Jair Bolsonaro pediu para a população tomar banho curto e apagar a luz nos ambientes como forma de economia. Se a moda pega, em breve ele vai pedir aos brasileiros para pararem de comer como meio eficaz de controlar a inflação dos alimentos, principalmente nos supermercados.

392 – GRIPEZINHA. Jair Bolsonaro está cada dia mais para Pinóquio. Afirmou que nunca disse ser a Covid-19 uma gripezinha. Todavia, todo o país sabe que sim, principalmente quando ele ressaltou que, depois de uma facada, não seria uma "gripezinha" que iria derrubá-lo. A tal "gripezinha" é o coronavírus. Ou ele estaria falando de dificuldades de ereção?

391 – AGLOMERAÇÃO. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deveria ser o ministro da pandemia, porque faz tudo para terceirizar responsabilidades e não combater a doença, bem ao estilo de Jair Bolsonaro. Agora, ele vem dizer que o país está em melhores condições diante do coronavírus porque a campanha eleitoral promoveu aglomerações e o número de infectados e de mortos se manteve estável. Afirma isso, sem provas, no momento em que os leitos de hospitais voltam a se encher de pacientes e as mortes continuam, sem que haja ainda uma vacina, o que só evidencia a importância da prevenção e do distanciamento social. Sua cruzada contra a ciência é um soco no estômago das vítimas e de suas famílias.

390 – CONTA DE LUZ. O aumento da conta de luz, que foi antecipado, ao contrário do que prometeu Jair Bolsonaro, vai representar um aumento de cerca de 10% no boleto de todos os usuários. Usou do recurso mais fácil. Se fosse um governo com apreço por administrar e buscasse o bem da coletividade, já estaria disseminando a matriz enérgética do país. O Brasil é rico de energia eólica e solar, além do seu potencial de produção de biomassa. Quando os incompetentes se empoderam a partir dos ingênuos e desinformados, o resultado é sempre desalentador.

389 – VAZAMENTO. O Ministério da Saúde deixou vazar os dados pessoais de 16 milhões de pessoas com Covid. Além de não combater de forma responsável a pandemia, ainda prejudica a privacidade dos pacientes. Tudo porque um funcionário terceirizado houve por bem realizar esse vazamento criminoso. O barato sai caro. Um servidor de carreira qualifica o serviço público. Quando querem colocar seus apaniguados em cargos para os quais não têm o preparo ou a idoneidade necessária, dá nisso. Coisas de um governo inepto, amador e maledicente com a população e com a verdade.

388 – TESTES DE COVID. O Ministério da Saúde não advertiu que tinha estocados quase 7 milhões de testes de Covid-19 com o prazo de validade quase vencendo. Enquanto isso, centenas e centenas de prefeituras estão tentando adquirir os referidos testes, alguns com preços exorbitantes. Não é à toa que digo que a irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, sempre tentando solapar o combate ao coronavírus, é criminosa e acredito que ele deverá responder por isso no Tribunal Penal Internacional (TPI). Quem sabe até como corréu junto com Donald Trump. A “gripezinha” de Bolsonaro está ceifando milhares de vidas e enlutando famílias pelo país inteiro.

387 – ERNESTO "CARAMUJO". O governo de Jair Bolsonaro enfrenta uma metástase de estupidez e insanidade. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, criticou a China por rechaçar as ofensas do Eduardo "Bananinha" Bolsonaro. Quer transformar o agressor em vítima. Suas asneiras atingem nada mais e nada menos que o maior parceiro comercial do Brasil. O agronegócio já está com uma crise de nervos porque, mais do que da ideologia de direita, ele gosta de dólares. Em tempo: apesar do que disse o néscio Ernesto Araújo, eu não me senti desrespeitado, mas desagravado, isso sim.

386 – PAPAGAIO DO TRUMP. O deputado federal Eduardo “Bananinha” Bolsonaro, de forma inacreditável presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, assacou um monte de inverdades e calúnias contra a China, o país que é o maior parceiro comercial do Brasil. Entre elas, está a veiculação da acusação sem provas de Donald Trump sobre espionagem. Até o agronegócio, para o qual dinheiro não tem pátria, está preocupado com essa postura irresponsável e imbecilizada do filho 03. A embaixada da China reagiu com indignação a esse “louco do casaquinho abotoado”, como diz o meu amigo poeta João Sampaio. A família organizada está se afundando no próprio delírio. E pensar que Jair Bolsonaro queria fazê-lo embaixador. Certamente teríamos um rol de baixarias hilariantes e constrangedoras para enriquecer o folclore nacional.

385 – PROPRIEDADE DANOSA. Um grupo de estudos coordenado pelo vice-presidente Hamilton Mourão aventou a ideia de que grileiros e desmatadores tivessem suas propriedades confiscadas ao serem flagrados cometendo crimes ambientais. Jair Bolsonaro, mais do que depressa, abortou a ideia. A Constituição federal consagra a função social da propriedade. Bolsonaro prefere proteger a função criminosa dos proprietários. Ou invasores.

384 – RACISMO. O vice-presidente Hamilton Mourao disse que não existe racismo no Brasil. Decerto, isso é invenção dos comunistas, dos ateus, dos teólogos da libertação, dos cubanos, dos antipatriotas, dos inimigos do país.

383 – OUTRO FIASCO. Jair Bolsonaro prometeu divulgar a lista de países que comprariam madeira ilegal do Brasil, acusando-os de cúmplices com esse crime, logo ele que favorece a vida dos criminosos ambientais. Todavia, na hora de cumprir com sua palavra, recuou e não identificou as nações que seriam conivente com os delitos. Quando a mesma pessoa reúne "qualidades" como mediocridade, falsidade, apreço pela mentira e falta de caráter, faz muita gente passar vergonha no seu entorno. E se esse entorno for um país, então está formada  a ópera-bufa verde-amarela.

382 – CONIVENTE. Jair Bolsonaro está ameaçando denunciar os países que compram madeira ilegal da Amazônia como se isso fosse algo feito pelos governos. Na verdade, trata-se de uma exportação criminosa facilitada pelo governo bolsonarista que impede que o Ibama realize a fiscalização desse comércio ilegal. Tanto é verdade que em março os madeireiros agradeceram ao presidente por impedir as operações contra eles. O sacripanta-mor não para de mentir contra os fatos, contra tudo e contra todos.

381 – APOIO "TÓCHICO". Dos 59 candidatos nas eleições municipais apoiados expressamente por Jair Bolsonaro, 47 não se elegeram. Seu filho Carlos murchou eleitoralmente. Sua ex-mulher teve votação inexpressiva diante das expectativas. Sua ex-assessora Wal Bolsonaro teve pouco mais de 200 votos. O ex-jogador Marcelinho, "fechado com Bolsonaro", também não conseguiu uma vaga na câmara municipal em São Paulo. Até as previsões do astrólogo Olavo de Carvalho não são as melhores para o Capitão Cloroquina.

380 – NEGACIONISTA CONTAMINADO. O deputado federal Osmar Terra, um negacionista da Covid-19 e bolsonarista de primeira hora, que chegou a prever que não teríamos mais de 2 mil mortes no país e hoje já são mais de 160 mil, está contaminado pelo coronavírus. Pessoal de Santa Rosa e região, vocês me fariam muito feliz se parassem de reeleger esse senhor de índole duvidosa. Esse fato me remete a um ditado da minha avó lá em Itaqui. Era algo do tipo uma parte do corpo falar e a outra pagar, não me lembro bem, mas é parecido com isso. 

379 – PERGUNTA. Se Flávio Bolsonaro realmente está inocente no caso das rachadinhas, porque, em vez de tentar paralisar as investigações, ele não se mostra interessado em esclarecer os fatos? Certamente, iria "desmoralizar" seus acusadores. Contudo, ele não faz isso e não faz porque sabe que está enredado até o pescoço nas falcatruas e roubalheira. Assim, resta praticar o evacionismo.

378 – NEGACIONISMO. A pandemia continua (bem como a subserviência de Jair Bolsonaro a Donald Trump), o país não tem um especialista no Ministério da Saúde, o ministro sem capacitação pega a negada Covid-19 e sequer consegue dar atenção à sua pasta. É, todos morremos um dia, mas Bolsonaro não precisava querer antecipar esse evento indesejável para milhares de brasileiros indefesos.

377 – PÓLVORA. Jair Bolsonaro provocando Joe Biden é mais ou menos como aquele guaipeca atiçando um Rottweiler. Trata-se de um poltrão que quer ver os outros brigando enquanto ele fica ileso. Nada mais certo do que aquela frase que diz que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas. Decerto vê com bons olhos aquela patriotada militar dos ditadores argentinos, que, antes de serem retirados do poder, levaram à morte milhares de jovens e criaram uma geração de inválidos.

Olhem aqui o valentão em ação, digo omissão, digo tomando um cagaço. Cliquem abaixo.

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376 – TORCIDA CONTRA. Jair Bolsonaro, aquele da "gripezinha" que já matou mais de 160 mil brasileiros, está usando a Anvisa, autoridade sanitária, para interromper a vacina que está sendo desenvolvida em parceria do Instituto Butantã com o laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac. Tudo porque morreu um voluntário que integra um contingente de 10 mil pessoas que se candidataram para participar dos testes. Ora, Bolsonaro quer que num universo de milhares, ninguém morra? Se alguém morrer, morre para dar razão a Bolsonaro? É muito oportunismo e falta de senso de realidade, além de um apoio importante para que o vírus da ignorância e o coronavírus continuem ceifando vidas.

375 – FAKE READER. Claro que os bolsonaristas levam esse governo e a família organizada a sério. Contudo, parece que se esquecem de combinar com eles. Carlos Bolsonaro fez um vídeo com um fundo falso de livros às suas costas. Parece coerente. Livros são coisas de comunistas. Melhor não ter muito contato com esses objetos perigosos.

374 – CHOCOLATE MAL LAVADO. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou ao respectivo Tribunal de Justiça o senador Flávio Bolsonaro e mais 15 pessoas, além do já conhecido Fabricio Queiroz, por crimes que envolvem peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa no período em que ele era deputado estadual no estado fluminense. Um dos destinos do dinheiro das rachadinhas foi a loja de chocolate do parlamentar, que teve entradas extras não consistentes com a movimentação alegada por ele e por seu sócio. Esse chocolate está mal lavado e tem treta nessa trufa.

373 – DEBOCHE. Jair Bolsonaro é mesmo um ator muito cafona e com o glamour de um ruminante com desarranjo. Soou muito falsa sua tentativa de se desculpar depois de comentários preconceituosos e sem nenhuma graça sobre o refrigerante dos maranhenses. Seu arrependimento de faz de conta não convence ninguém. Opa, convence sim, convence a horda descerebrada que o segue.

372 – TURISTA DISTRAÍDO. O senador Flávio Bolsonaro fez uma viagem de turismo para Fernando de Noronha, junto com sua esposa, e cobrou as passagens do Senado Federal, ou seja, dos cofres públicos. Flagrado, disse que foi erro de sua assessoria. Se a imprensa não tivesse denunciado, certamente ele não se daria conta desse pormenor. Afinal, é um erro que pode acontecer para qualquer um que viaja a Fernando de Noronha.

371 – RECUO. Em face da repercussão negativa, Jair Bolsonaro recuou em sua tentativa de oferecer o SUS para a rapinagem privada. Este é que é um governo redondo: sem norte, sem sul, sem leste, sem oeste, sem direção.

370 – ARROZ FUJÃO. Questionado por um brasileiro comum sobre o preço estratosférico do arroz, Jair Bolsonaro mandou o dito cujo comprar arroz na Venezuela. É sempre assim. Ele nunca assume o fracasso de seu governo. Nem a corrupção de sua família organizada. Nem as relações com as milícias. Sempre terceiriza a culpa. É um presidente aleijão, inepto para tudo que não seja levar vantagem pessoal ou proteger sua caterva. Em tempo: os patriotas do agronegócio adoram um dólar nas alturas.

369 – MEU GOVERNO, MINHA FAMÍLIA. "Bolsonaro envolve Abin e GSI em reunião com defesa de Flávio sobre 'rachadinha'." Manchete da imprensa noticia que Jair Bolsonaro está usando órgãos de governo e de Estado para tentar livrar a cara de Flávio Bolsonaro no caso do crime de peculato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A metástase da corrupção bolsonarista não diferencia mais o que é interesse privado e escuso do que é serviço público.

368 – IRRESPONSÁVEL. Jair Bolsonaro está fazendo o Ministério da Saúde recuar no intuito de adquirir 46 milhões da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo. Cruel e genocida, está no caminho futuro de ser julgado por crimes contra a humanidade. O negacionismo já tem as digitais de milhares de mortes no país por Covid-19. Produzir a ineficiente cloroquina com dinheiro público pode, mas comprar vacinas não. Guardar na cueca pode, investir em saúde pública não. Receber de Fabricio Queiroz pode, mas aportar em imunização não. O prazer da estupidez parece inebriar Jair Bolsonaro e seus seguidores.

367 – CUECA BOLSONARISTA. Notícia da imprensa: Bolsonaro diz que o agora ex-vice-líder do seu governo no Senado, senador Chico Rodrigues, não tem nada a ver com seu governo. Antes do episódio do dinheiro nas cuecas, era seu correligionário, agora ele não reconhece seu comparsa. A vida é dura para quem é pego em flagrante. Em tempo: como um vice-líder de um governo não tem a ver com quem governa?


366 – SELO AMIGO DO PCC. A soltura do conhecido bandido André do Rap, líder do PCC, foi feito com base num artigo do Código Penal que teve a inclusão de um parágrafo único com o objetivo de favorecer a bandidagem e que não foi vetado por Jair Bolsonaro, não obstante ter sido alertado pelo então ministro Sérgio Moro. A omissão de Bolsonaro faz sentido: como sabe que ele e sua família organizada estão envolvidos com vários delitos, quer desde agora a flexibilização das leis para garantir uma futura impunidade. É como se André do Rap mandasse um recado para Bolsonaro: “Muito grato. Eu sou você amanhã”.

365 – GARIMPO. Diversas etnias indígenas lançaram um manifesto afirmando que são contra o garimpo em suas terras, ao contrário do que dizem Jair Bolsonaro e seu antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Aliás, Bolsonaro é tão a favor da invasão das terras dos índios que já carregou grileiros em aviões federais. Passar vergonha nacional e internacionalmente é mérito nesse governo digno de achincalhação.

364 – JAIR CALHEIROS. Se alguém tinha alguma ilusão com a possibilidade de Jair Bolsonaro combater a corrupção, basta ler as declarações do conhecido sacripanta Renan Calheiros. Ele elogia Bolsonaro por desmontar os órgãos de combate aos desvios de verbas. Com amigos assim, quem precisa de cúmplices?

363 – FIM DA CORRUPÇÃO? Jair Bolsonaro diz que a Lava Jato está acabando porque ele acabou com a corrupção no governo. Não só não acabou como a estendeu para a sua família organizada. O homem está em completo delírio. Deve ser efeito colateral da cloroquina. 

362 – RENDA FAZ DE CONTA. O governo de Jair Bolsonaro é tão dinâmico que muda de ideia antes mesmo de ter uma. No início da semana, anunciou o programa Renda Brasil com recursos vindos do Fundeb, portanto, retirados da educação básica, e dos precatórios, ou seja, aplicando um calote nas pessoas que ganharam ações contra a União. Diante da repercussão adversa, simplesmente abandonou o projeto e agora diz não ter mais dinheiro. O bate-cabeça do amadorismo bolsonarista é constrangedor. E perigoso também porque eles não sabem o que estão fazendo. Aí vale fazer qualquer coisa.

361 – DESCULPA ANTECIPADA. Jair Bolsonaro vai para dois anos de governo e mostra-se fracassado em todos os indicadores, menos nos níveis de corrupção. Sua única proposta exitosa, não é dele, pois o auxílio emergencial de R$ 600 foi proposto pelo Congresso, mas ele embarcou na onda. Assim, como ele sabe que tem um caos pela frente, com cerca de 20 milhões de desempregados em janeiro de 2021, segundo sua própria avaliação, quer, desde já, culpar seus oponentes por futuros distúrbios sociais e manifestações mais acirradas. Ele continua a pensar psicoticamente. Acho até que no seu mundo ideal, as milícias e gente como Fabrício Queiroz são os verdadeiros patriotas. Na sua mente ofuscada, seu bem-estar é uma cópia ilusória do bem-estar do país.

360 – CONAMA. O antiministro Ricardo Salles, do partido Novo (Novo?), encaminhou a aprovação de resoluções no Conama para diminuir a proteção de áreas ambientais, como em florestas protegidas e manguezais. Depois o governo Bolsonaro se queixa das repercussões negativas no exterior. Não é para menos. Essa gente é do tipo que enforca a vítima e jura que foi legítima defesa.

359 – MICHEQUE. A primeira-dama Michelle Bolsonaro está indignada com a repercussão dos cheques depositados na sua conta pelo "ex-faz tudo" da família Fabricio Queiroz e com o apelido de "Micheque". Já são quase 9 millhões de menções a esse epíteto no Facebook, Twitter e Instagram entre os dias 22 de agosto e 21 de setembro. Realmente, deve ser desagradável cair na boca do povo. Todavia, não seria mais fácil vir a público explicar os fatos do que querer intimidar as pessoas que requerem esclarecimentos valendo-se de inquéritos e ameaças?

358 – REITOR. Ver o inexpressivo deputado federal Bibo Nunes (PSL) influenciando para que Jair Bolsonaro nomeie como reitor o último colocado nas eleições para reitor da Ufrgs, umas das mais importantes universidades do país, orgulho dos gaúchos, é verificar que a educação é espezinhada e tratada com deboche pelo governo federal. O covil dos desqualificados não precisa de ciência nem de pesquisa. É por isso que são comandados remotamente pelo astrólogo Olavo de Carvalho.

357 – DISCURSO NA ONU. Jair Bolsonaro fez um discurso na ONU em que culpou índios e quilombolas pelo desmatamento e pelos incêndios em áreas de floresta e de preservação ambiental. Fiasco internacional. Foi uma manifestação infeliz em que resgatou de forma enviesada a máxima da filosofia sartreana e existencialista: o inferno são os outros.

356 – ACAREAÇÃO. Flávio Bolsonaro se recusou a comparecer à acareação com Paulo Marinho sobre vazamento de informações privilegiadas. E tenta desqualificar seu ex-aliado, de forma semelhante ao que fazem os petistas com Antonio Palocci. Gente de cama e mesa num momento, desafetos em outro. Mas, na hora do butim, se locupletam todos.

355 – DEPOIMENTO. Flávio Bolsonaro diz que não irá depor no inquérito das rachadinhas. Simples assim. “Este é um país que vai pra frente/Ô, ô, ô/De uma gente amiga e tão contente [os bolsonaristas]//Ô, ô, ô.”

354 – DEVASTAÇÃO AMBIENTAL. O vice-presidente Hamilton Mourão vive numa realidade paralela. Acha que as informações sobre queimadas e outros danos às florestas vêm de algum servidor que vaza os dados. Ora, senhor, o que existem são fatos indesmentíveis. Para esse governo, a culpa é sempre do sofá da sala. A verdade, que seria para libertar, está curtindo um cativeiro miliciano na gestão de Jair Bolsonaro e companhia.

353 – VÍDEO MICONARO. O governo de Jair Bolsonaro impulsionou um vídeo feito pelos latifundiários do Pará para negar que existam queimadas na Amazônia. Primeiro, esse vídeo pirata contraria os dados do próprio governo, uma vez que os satélites do Inpe mostram um recorde no desmatamento criminoso. Segundo, que mostram um mico-leão-dourado protegido das queimadas com o intuito de demonstrar que não existem focos de incêndio na floresta. Só que o animal apresentado não vive lá, mas na Mata Atlântica, no interior do Rio de Janeiro. Por isso, ele está são e salvo, claro. O amadorismo do ódio não é bom conselheiro e os bolsonaristas acabam vitimados pelas próprias fake news que eles adoram impulsionar. Essa gente é de um despreparo intelectual tão acintoso que me lembra de certos alunos que querem prova com consulta e com o gabarito.

352 – APELO. Jair Bolsonaro fez uma encenação indecente ao apelar para o patriotismo dos  donos de supermercado para que diminuam os lucros a fim de baixar os preços dos alimentos. Desde quando os capitalistas têm pátria? O preço do arroz, por exemplo, está nas alturas porque os produtores rurais estão exportando para a China, aproveitando a perda de valor do real perante o dólar. Os “comunistas” não comem só criança, comem o arroz que faz falta na mesa das famílias brasileiras. A classe média bolsonarista e os pobres de direita precisam entender que fazem parte do grupo de risco alvo do Setembro Amarelo.

351 – BIRUTA DE ESTRADA. Nesta lista estrelada por Jair Bolsonaro, já o comparei com biruta de estacionamento, aquele que fica se mexendo ao sabor do vento como um espantalho animado. Mas acho que devo promovê-lo a biruta de estrada. O gajo ficou mais de uma hora acenando para caminhoneiros numa rodovia em São Paulo. Uma cena patética e própria de quem pensa que está numa gincana de colégio.

350 – PACOTÃO DE IMPUNIDADE. A aproximação seletiva entre Lula e Jair Bolsonaro, ambos unidos pela corrupção de suas famílias e de seus governos, já está gerando efeitos. A indicação de Augusto Aras para o cargo de procurador-geral e a conhecida disposição dos ministros do STF Gilmar Mendes, Ricardo Lewandovski e Dias Toffoli para proteger criminosos do colarinho-branco faz parte de um acordão com futuro acórdão para livrar a cara dessa gente. Lula já começou a ser absolvido em vários processos. Bolsonaro sabe que tem um passado pela frente. Esse entendimento tácito entre as elites é uma marca registrada do país desde o Brasil Colônia. Enquanto isso, na planície, o gado pasta mansamente ou é acometido de uma febre afetuosa pelo seu corrupto de estimação.

349 – "QUADRILHA". O leitor Hamilton Penalva, na coluna do leitor do Estadão, fez um interessante cotejo intertextual com o poema "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade:

Roda, roda

Jair Bolsonaro foi batizado pelo Pastor Everaldo, presidente do partido que apoiou Wilson Witzel, que foi apoiado por Flávio Bolsonaro, que tinha como advogado Frederick Wassef, que abrigou Fabrício Queiroz, que “emprestou” R$ 89 mil a Michelle Bolsonaro, que é casada com Jair, que empregou Márcia Aguiar, que é mulher de Fabrício. É mole ou quer mais?

348 – DESTEMPERADO. O antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que é do partido Novo e pouca gente sabe disso, cometeu um sincericídio ao dizer que o governo de Jair Bolsonaro não quer liberar verbas para combater o desmatamento, coisa que ele também não quer. Só que pegou mal, muito mal, e aí o vice-presidente Hamilton Mourão se obrigou a vir a público dizendo que não é bem assim. O agronegócio, apesar da histórica grilagem, com medo de perder mercado no exterior, tem pressionado Bolsonaro no sentido de mostrar que está fazendo alguma coisa em prol da preservação das florestas. Só que meras declarações e maquiagem de dados não revertem fatos. 

347 – O ARAS DE BOLSONARO. A manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, defendendo o foro privilegiado para Flávio Bolsonaro, que antes pregava sua extinção, mostra que o poltrão Jair Bolsonaro tem um Aras.

346 – DÚVIDAS CÍNICAS. Após a chanceler alemã Angela Merkel duvidar que o Brasil vá proteger o meio ambiente e, assim, colocar em xeque assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), aquele do olavista Ernesto Araújo, lançou nota dizendo que não entende as críticas ao governo. Ora, é muito cinismo. Até garimpeiros foram transportados em aviões da FAB para facilitar a devastação das florestas. E olha que não é só a Alemanha. França, Bélgica, França, Irlanda e Luxemburgo, entre outros países, já viram que o governo brasileiro não é confiável. O agronegócio está de cabelo em pé por conta das estultices do rufião que ora assiste no Palácio do Planalto.

345 – PERGUNTA. Senhor presidente Jair Bolsonaro, por que a primeira-dama Michele Bolsonaro recebeu R$ 89 mil de depósitos de Fabricio Queiroz e de sua esposa Márcia Queiroz?

344 – BUFÃO E BUNDÃO. Ao criticar a imprensa que exerce seu ofício chamando os jornalistas de “bundões”, Jair Bolsonaro mostra que não tem preparo para o cargo, que não tem respostas para suas falcatruas familiares e individuais e que está mais perdido do que cachorro que caiu da mudança. Assim como não se pode lavar a água suja, também não se pode encomendar uma nova reputação. O desespero é proporcional ao rastreamento da corrupção que ronda a família organizada e o Palácio do Planalto.

343 – PORRADA. Questionado sobre os depósitos feitos pelo casal Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro manifestou a vontade de encher a boca do repórter de O Globo de porrada. Isso é próprio de quem não tem argumentos, mas tem um passado de corrupção pela frente.

342 – A FANTÁSTICA LAVANDERIA. Flávio Bolsonaro comprou uma loja de chocolates e usa como lavanderia expressa. Isso não é desvio de finalidade empresarial?

341 – MEU BEM, MEU MAL. Quando Jair Bolsonaro venceu as eleições, ele, Paulo Guedes e sua equipe tinham um discurso que colocavam as coisas mais ou menos nestes termos: nós somos o bem, viemos para vencer o mal e o Congresso vai ter que nos engolir, sem negociatas e velha política. Atualmente, o discurso está bastante remodelado: eles são o mal, vieram para perpetuar o mal, o Congresso os engoliu e meteram-se todos nas negociatas, como se a velha política nunca houvera existido. O que Bolsonaro hoje diz de si mesmo é como se se reportasse a uma terceira pessoa, que nunca existiu.

340 – TODOS POR ELES MESMOS. Quando Augusto Aras emite seu parecer dizendo que o governo de Jair Bolsonaro pode investigar opositores sem base legal, dá para se tirar a temperatura do grande acordo que as elites governistas e de oposição querem negociar no país. Aras quer enquadrar a Lava Jato que pode punir os malfeitos de Bolsonaro e de sua família organizada, bem como de Lula e de seus aliados. Se considerarmos que Rodrigo Maia, o famoso Botafogo na lista das empreiteiras, também é alvo de investigação, vê-se que o cenário é perfeito para um entendimento, ao qual não deverão faltar gente de quase ilibada conduta, como Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandovski, ministros do STF. Esse time também conta com a torcida ativa de pessoal da pesada, como Renan Calheiros. O Ministério Público Federal (MPF) está sob fogo cerrado, inclusive de dentro da trincheira. Os meliantes querem transformar a Lava Jato numa peça de museu em livros e em documentários que terão pouco efeito sobre suas periculosidades e falcatruas. Com um pouco mais de espetáculo, poderão até se vitimizar como injustiçados da história.

Leia os itens anteriores no linque abaixo:

https://www.landrooviedo.com/blog.php?idb=55291

 

 


Publicado por Landro Oviedo em 19/08/2020 às 22h46
 
18/08/2020 02h17
"COM VIOLÃO TAMBÉM SE DANÇA" (MARCELO CAMINHA)

Era noite de folguedo
Que de baile ninguém cansa
Mas se extraviou o gaiteiro
Que ia animar a festança
Mas "pero", traz o Caminha
Com violão também se dança

Para conferir, clique abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=lx52TRIJ0Ao


Publicado por Landro Oviedo em 18/08/2020 às 02h17
 
16/08/2020 17h35
OS TRONCOS MISSIONEIROS NO JC

São os troncos missioneiros
Fazendo fogo e fumaça
Resgatando do passado 
O legado de uma raça
São Noel e Cenair
O Jayme mais o Ortaça

Parabéns ao JC
E à jornalista Larissa
Pela bela reportagem
Que ao nosso saber atiça
Para sabermos quem somos
Só conhecendo as premissas.

Leia a matéria clicando abaixo:

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/reportagem_cultural/2020/08/751378-pedro-ortaca-mantem-viva-a-musica-missioneira.html

Matéria especial publicada no caderno Viver, do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, edição de 14, 15 e 16 de agosto de 2020, assinada pela jornalista Larissa Burchard.

 


Publicado por Landro Oviedo em 16/08/2020 às 17h35
 
11/08/2020 18h08
DIA DO ADVOGADO, DIA DE QUEM É INDISPENSÁVEL

     Ainda que possa parecer contraditório, bom seria ter uma sociedade em que a necessidade de recorrer um advogado ou advogada fosse a exceção e não a regra. Infelizmente, enquanto houver injustiças sociais, enquanto houver letras pequenas num anúncio, enquanto não houver o devido respeito aos direitos humanos, enquanto o capital for sanguessuga da força de trabalho, enquanto o Estado fizer pouco das garantias civis, enquanto os contribuintes tiverem que produzir para sustentar uma elite econômica e tirânica, enquanto parlamentares legislarem em causa própria, enquanto a cúpula do Judiciário for escolhida a dedo pelo governante de plantão, enquanto as desigualdades foram abafadas pelo discurso da meritocracia, enquanto houver machismo justificando feminicídios, enquanto houver crianças e animais abandonados pelas ruas, enquanto houver idosos confinados sob maus-tratos, enquanto o meio ambiente for destruído pelo agronegócio predatório, a figura do advogado será imprescindível.
     Depois disso, poderemos, enfim, sentir que nosso dever foi dignamente cumprido.
     Feliz Dia do Advogados a todos os que militam nesta nobre e imprescindível profissão.

Foto: Costa & Advogados Associados


Publicado por Landro Oviedo em 11/08/2020 às 18h08



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"A VIDA É BELA. QUE AS FUTURAS GERAÇÕES A LIMPEM DE TODO MAL, DE TODA OPRESSÃO E VIOLÊNCIA E A DESFRUTEM PLENAMENTE." (LEON TRÓTSKI)