"Como dois e dois são quatro/Sei que a vida vale a pena/Embora o pão seja caro/E a liberdade pequena" (Ferreira Gullar)
Textos


QUANDO SE VAI UM AMIGO

Quando se vai um amigo 
Morre um pouco de nós 
Fica um açude nos olhos
E um triste embargo na voz

Quando se vai um amigo 
A vida se faz dolente
E a navalha da saudade
Dá golpes intermitentes

Quando se vai um amigo 
Emudece a querência
Dobra a marcha de Chopin
Em laivos de condolência

Quando se vai um amigo
Cada instante partilhado
Vira um tesouro intangível
Lá no baú dos lembrados

Quando se vai um amigo
Andejar noutras paragens
O vazio do seu abraço
Enlaça como tatuagem

Quando se vai um amigo
Rumando ao absoluto
As​​​​​ almas dos que ficamos
Se paramentam de luto.



Invoco com este poema a memória de diversos amigos:

Algacir Costa
Antônio Gutierrez Assumpção
Argeu Santarém
Arnaldo Campos
Artur Bonilha
César Ricardo Ribeiro Osório
Cláudio Wayne
Davi Camargo
Delci Brandes Oviedo
Edy Isaías
Eloásia Martins Pavani
João Carlos Tiburski
João França
João Guilherme Bucco de Mattos
João Rossi Néry
Joaquim José Felizardo
Jorge Eduardo Loro Ramos, o Jorginho
José Alcimar de Oliveira Cruz
Laury Maciel
Libana Moura
Lúcia Saccomori Palma
Luis Carlos De Césaro
Mário Barros
Meme Meneghetti
Moacir Akui
Nélson Fachinelli
Nídia Guimarães
Paulo Moura
Ruben Vela
Sérgio Jacaré
Silvana Zanetti
Talo Pereyra
Telmo Torres
Ubiratan Porto





 
Landro Oviedo
Enviado por Landro Oviedo em 04/02/2019
Alterado em 18/03/2020


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